Corridas por app em Porto Alegre ficaram 83% mais caras em 2025; aumento é o maior entre as capitais

Publicada em: 22/01/2026 08:27 -

Segundo IPCA, grupo dos Transportes foi o que teve a maior variação no ano passado, impulsionado pelo aumento nos preços do transporte por aplicativo e das passagens aéreas.

 

O preço do transporte por aplicativo foi o item com maior alta em 2025, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Os dados foram divulgados em janeiro deste ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A inflação brasileira fechou em 4,26%.

De acordo com o dados, Porto Alegre é a capital que lidera o ranking, com alta de 83,4% no preço do transporte por aplicativo. Seguida por Brasília (DF), com 67,75%, e Rio de Janeiro (RJ), com 66,27%. Já a capital com menor aumento foi Aracaju (SE), com 33,82%. (Veja a lista completa abaixo.)

O grupo dos Transportes foi o que teve a maior variação no ano passado, de 0,74%. O resultado foi influenciado pelo aumento nos preços do transporte por aplicativo (13,79%) e das passagens aéreas (12,61%).

Representando a Uber e a 99, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) afirma que as empresas operam modelos de negócio que buscam equilibrar as demandas dos usuários por viagens com a oferta de motoristas.

“O preço das viagens é influenciado por fatores como o tempo e distância dos deslocamentos, categoria do veículo escolhido, nível de demanda por corridas no horário e local específico, entre outros. A depender destes fatores, os valores podem ter variação dinâmica alinhados com as estratégias comerciais de cada plataforma para manter a confiabilidade no serviço, a atratividade nos ganhos e a competitividade no mercado no qual atuam”   , diz a entidade.

A Amobitec alega desconhecer a metodologia do IPCA para a coleta de preços de corridas intermediadas por aplicativos e destaca que “as empresas têm equipes dedicadas que fazem um acompanhamento constante dos principais custos que impactam motoristas parceiros e realizam reajustes nos ganhos periodicamente”.

Índice por cidade

  • Porto Alegre (RS): 83,40%
  • Brasília (DF): 67,75%
  • Rio de Janeiro (RJ): 66,27%
  • Grande Vitória (ES): 63,20%
  • Recife (PE): 60,80%
  • São Luís (MA): 56,77%
  • Fortaleza (CE): 49,29%
  • Campo Grande (MS): 48,25%
  • Salvador (BA): 47,87%
  • São Paulo (SP): 46,51%
  • Goiânia (GO): 46,26%
  • Belo Horizonte (MG): 46,14%
  • Aracaju (SE): 33,82%

 

* Não foram divulgados dados de Belém (PA), Curitiba (PR) e Rio Branco (AC).

 

 

fonte: g1

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